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26/11/2014 - 14h15

Aprenda a lidar com conflitos dentro da empresa

Da redação Emprego Certo

É natural do ser humano se envolver em conflitos, faz parte de seu desenvolvimento e crescimento. Logicamente, quando este passa a maior parte de seu tempo dentro de um ambiente de trabalho, a tendência é que o conflito tenha vez dentro deste cenário de tanta diversidade e de tantos acontecimentos. E como identificá-los? Seria possível evitá-los? Ricardo Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting tenta dar tais respostas. “A falta de identificação e controle de conflitos podem ter reflexos bastante negativos nos resultados dos negócios.”

O fato é que as diferenças de opiniões sempre irão surgir e elas permitem uma maior análise dos negócios, objetivando um maior crescimento. A questão é quando o profissional perde o controle da situação. “A hostilidade é preocupante, pois o que ocorre se torna destrutivo e não mais construtivo. O grande problema é quando os conflitos deixam de ser em relação a opiniões e passam a ser tratados de forma interpessoais ou intergrupais”, comenta Ricardo. Pode ser que as pessoas nem se deem conta de que estão criando algum tipo de atrito com o próximo ou existem aqueles que declaram “guerra” e é preciso ficar de olho nos dois.

 

Quem começou?

Como tudo na vida, as causas dos conflitos são também muito variadas, mas podemos citar algumas que se destacam como a frustração, diferenças de personalidades e objetivos distintos. O conflito pode começar em qualquer lugar e a qualquer momento, pois as pessoas são diferentes, trazem bagagens únicas com elas e tendem a defender sempre a sua opinião.

“A incapacidade de chegar às metas e realizar os desejos faz com que se reflitam as frustrações nos outros, não percebendo que isso ocorre por algum tipo de interferência ou limitação pessoal, técnica ou comportamental”, diz Ricardo.

As percepções também são fatores que podem gerar conflito, pois tendemos a obter informações e analisá-las com base em nossos conhecimentos e referências, que não são iguais ao do outro.

 

 

 

Fogo cruzado

É possível que, sabendo administrar essas questões, o profissional consiga evitar crises internas. Mas não é tão simples como parece. O primeiro passo é uma adequada gestão de comportamento organizacional. Ricardo explica: “Esse trabalho deve ser desenvolvido pelo gestor junto à área de recursos humanos, avaliando os comportamentos dos indivíduos e de seus impactos no ambiente de uma empresa”.  A assertividade nas soluções dos conflitos será maior e, além disso, poderá reter talentos, evitar o turnover, além de promover engajamento e harmonia entre os stakeholders.

Segundo Ricardo, os principais tipos de conflitos estão classificados em quatro segmentos dentro de uma corporação:

Conflitos individuais - quando duas ou mais opiniões opostas ocorrem em um único indivíduo. Isso pode ser exemplificado com profissionais que tem que fazer escolhas e sofrem com essa situação.

Conflitos entre indivíduos - dois ou mais indivíduos dentro da organização mostram posturas distintas, resultado de diferenças de personalidade.

Conflitos entre indivíduo e grupo - quando o indivíduo que não concorda com as normas estabelecidas pelo grupo (principalmente comportamentais) ou com os valores encontrados na cultura organizacional. O que faz com que vá ao lodo oposto do grupo de trabalho ou de toda a organização.

Conflito entre grupos – é um frequente conflito nas empresas, que é gerado pela competição por recursos e pelos diferentes estilos gerenciais necessários para a operação eficaz de diferentes departamentos.

 

Restaurando a paz

Gerir pessoas é um processo que encontra muitas barreiras ao longo do caminho e fica praticamente impossível definir quem está com a razão, pois cada um já tem a sua opinião formada sobre o assunto em pauta.  “O caminho é colocar os dois lados para conversar, sendo o mediador e buscando ouvir ambos”, recomenda.  Contudo, também é interessante sondar com terceiros sobre o que está ocorrendo, sempre tomando cuidado nesse ponto, pois preferências pessoais podem fazer diferença nas avaliações. “Busque fazer com que as pessoas envolvidas reflitam sobre o ocorrido e reflita também, pois assim ganhará tempo para a decisão mais acertada.”

Ricardo ainda acrescenta que o desenvolvimento de uma equipe ocorre com o estabelecimento de relações de confiança, caso contrário é certo que apenas serão vistos problemas.  Assim, é preciso que fique claro que o ganha-perde ou o perde-perde são as piores formas de solucionar conflitos.

E como tudo tem o seu lado bom, os conflitos também trazem benefícios às empresas, pois nas situações adversas é que se encontram os caminhos para o crescimento. Portanto, essas situações não devem ser vistas como algo ruim, muito pelo contrário, nesse momento é que se torna possível observar oportunidades para crescer e desenvolver novos projetos. “Isso pode fazer com que, em vez de buscar culpados desmotivando a equipe, se busque o crescimento motivando.  E criando nos envolvidos no conflito uma maior paixão pela empresa que eles trabalham”, complementa.

O treinamento pode ser usado para fazer com que os profissionais saibam lidar com as situações de conflito. A ideia é que se tenha um planejamento prévio, pois, caso contrário o problema poderá se agravar muito mais. Mas sendo tratado de forma apropriada, o conflito pode agregar mais do que prejudicar o grupo.

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