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05/11/2014 - 11h54

Geração Z - o que vai mudar no mercado de trabalho?

Da redação Emprego Certo

A geração que nasceu no mundo digital tira de letra as novas tecnologias, manuseia celulares e tablets com uma naturalidade que até assusta. São os jovens que chegaram por aqui a partir da década de 90 e vieram também deixar a sua marca no mercado de trabalho. Os mais novos estão na faixa de 14 ou 15 anos e ainda nem ingressaram no mundo corporativo, mas podem trazer mudanças significativas em longo prazo.

 

“Teremos mudanças na estrutura das organizações, assim como tivemos com a chegada da Geração Y, mas de maneira gradativa, administrando os conflitos e compreendendo, de perto, o que as novas gerações querem e exigem das empresas”, explica Alexandre Prates, coach com cinco anos de experiência no mercado de palestras e treinamentos.  Para ele a geração X vem para impulsionar inovações, principalmente, na gestão.

 

 

Você tem sede de que?

 

Difícil tentar definir quais são os interesses dos chamados nativos digitais, talvez nem eles mesmos ainda tenham consciência sobre seus gostos e suas expectativas para o futuro. É mais fácil dizer o que eles não querem. “E o que eles não querem é ficar presos durante anos em uma organização, fazendo um trabalho burocrático, chato, repetitivo e sem perspectiva de crescimento ou novos desafios”, comenta. Fica até compreensível pensar que pessoas que já nascem tão conectadas e sedentas por novidades pereçam diante de um cenário de marasmo e de tarefas repetitivas.

 

Alexandre acredita que á uma geração que pode ingressar mais tarde no mercado, pois, com os pais cada vez mais protetores e provendo educação, conforto e segurança, possivelmente teremos muitos jovens formados, mas sem nenhuma experiência profissional e o mais preocupante, de vida. “É uma geração que tem ídolos como Mark Zuckerberg, Neymar, MC Guimé, Thiaguinho, ou seja, pessoas que ganham a vida fazendo aquilo que gostam e são admirados por isso. Nós também tínhamos os nossos ídolos nos passado, mas a necessidade nos fazia arrumar um emprego e ganhar a vida. A geração Z terá mais tempo e segurança para sonhar”.

 

 

Trabalho diferente

Não há duvidas que a Internet será a fonte número um na busca por oportunidades de emprego ou até mesmo por negócios para empreender, por que não? Se essa geração chega com a possibilidade de realizar sonhos, talvez tenhamos mais donos de negócios próprios do que assalariados nos próximos anos. Deixar currículo de porta em porta? Essa é uma prática que já vem sofrendo com o tempo e que até mesmo hoje parece inapropriada e antiquada, porém há quem ainda acredite que deixar o currículo com as empresas é garantia que ele seja visto. O certo é que a Internet traz muito mais possibilidades ao candidato, inclusive trazendo sites que são fomentados por outros candidatos também em busca de uma nova oportunidade. A rede é fomentada pelos usuários, a colaboração é o ponto forte que traz muitas mudanças e aumenta a agilidade com que conseguimos nos comunicar.

 O modelo que conhecemos hoje de trabalho terá que mudar, não haverá espaço para o escritório padrão, para a marcação de ponto, registro de horas extras. “Migraremos para um ambiente mais colaborativo, participativo e voltado para a inovação. A hierarquia engessada está com os dias contados”, conta Alexandre.

O que vai mudar?

As empresas tradicionais e os trabalhos mais burocráticos terão muitas dificuldades para ter e reter os melhores talentos. As empresas como conhecemos hoje terão que evoluir para um modelo de gestão colaborativo para que o jovem possa sentir-se em constante evolução. Alexandre diz que, ainda assim, a busca constante por novidades fará com que o jovem busque sempre novas possibilidades.

Home-office? Sim, este pode ser um dos modelos preferidos a se adotados por eles. Claro que vai depender da estrutura de vida de cada um. Como a tendência é que os jovens morem com os pais por mais tempo, a estrutura familiar de cada um vai definir isso.O mundo ideal para a geração Z são trabalhos que lhe permitam colocar em ação todo o dinamismo a que estão acostumados cotidianamente. Trabalhos operacionais e burocráticos não serão o forte dessa geração.

Para quem veio de outras gerações, ficará o desafio de aprender com os mais novos, aprender a trabalhar de maneira mais colaborativa e participativa. “As empresas terão que se adaptar para um modelo verdadeiramente evolutivo de gestão, onde todos participam ativamente – da estratégia à execução. Mas, principalmente, a geração Z vem com o intuito de fazer aquilo que gosta e isso pode provocar uma mudança interessante de cenário, pois teremos que levar isso em consideração nos processos seletivos das empresas. E mais do que isso, a sua empresa terá que ser um lugar desejado para se trabalhar ou jamais conquistará os melhores talentos”, finaliza Alexandre.

 

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