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24/10/2014 - 12h22

Sou um empreendedor?

Da redação Emprego Certo

Numa visão bem simplista, você já teve vontade de largar o seu trabalho e vender coco na praia? Ou então pensou em jogar tudo para o alto e se dedicar a algo que lhe dê prazer e retorno financeiro? Talvez você se encaixe no perfil de um empreendedor, ou talvez você ainda tenha que praticar um pouco mais antes de ter o negócio dos seus sonhos.

 

Luiz Fernando Garcia, presidente e CEO da Cogni-MGR, empresa de treinamento e desenvolvimento, foi mais além para poder citar as características do dono de um negócio próprio. Ele lembra que de 1982 a 1986 foi feita a primeira caracterização de um modelo comportamental de como funcionam os empreendedores e eles representavam de 3,5% a 5% da população mundial.

 

“Conhecendo e trabalhando com mais de 1700 deles [empreendedores] nesses 22 anos, posso assegurar que quatro das características são mais importantes para observarmos a tendência a ter um próprio negócio: a predisposição a riscos e desafios; o grau de iniciativa elevado; a qualidade de visão de longo, médio e curto prazo; e ter disponibilidade para o trabalho. É esperado que nos primeiros três a cinco anos da vida de uma empresa, na sua primeira fase, o empreendedor deva trabalhar de 12 a 17 horas para o negócio”, conta.

 

Arriscando um novo negócio

 

Pode ser hoje ou daqui a alguns meses. Talvez já tenha acontecido. O fato é que todo profissional costuma ter épocas de crise na carreira que o levam a repensar a sua trajetória e estratégia para obter o sucesso. Estatisticamente, é esperada uma crise de carreira por volta dos 40 anos, pois é o momento em que mais se repensa em ter um negócio.

 

“As primeiras tendências são a busca por autonomia e a dificuldade de ter de lidar com a hierarquia. A inibição da própria iniciativa.”, explica Luiz Fernando.

 

Se esse é o seu caso, antes de qualquer decisão de abrir um negócio próprio, é preciso conhecer a área de interesse ou ter um sócio que conheça bem como funciona a operação, além de dispor de algum dinheiro acumulado ou uma capitalização para sustentar o negócio nos primeiros anos.

 

E, atenção, se engana quem pensa que ter um negócio próprio significa trabalhar menos. “Muito pelo contrário. Ter um negócio às vezes sobrepõe e supera qualquer outro tipo de atividade profissional, em especial num primeiro momento”, explica.

 

A boa vontade por si só não irá mover montanhas, e o empreendedor precisa se embasar em outros pilares para poder levar adiante a ideia do empreendedorismo. Tais como ter graus de iniciativa, capacidade de visualização, força para o trabalho, inclinação para riscos e, além disso, mapear muito bem negócios semelhantes. Luiz Fernando dá uma dica importante e inteligente: “Uma das melhores formas de um profissional abrir um negócio são os negócios meios. Ou seja, ele já trabalhava numa área de logística na empresa e tinha bastante know-how. Uma das saídas para abertura de negócio é prestar um serviço para a própria empresa que trabalhava, suprindo a necessidade da empresa e adquirindo know-how como empresário num primeiro momento, para depois expandir para novos clientes”.

 

É possível ter um negócio próprio sem ter um investimento inicial? A resposta é enfática: nunca. “Qualquer tipo de operação inicial vai necessitar de um tipo de investimento dividido em três categorias: tempo, afetividade ou afeição pelo negócio, ou seja, é preciso gostar do negócio, isso é um tipo de investimento. E o terceiro, financeiro. Mais vale uma péssima ideia com dinheiro do que uma boa ideia sem dinheiro nenhum.”

 

Franquias são uma boa?

 

E se a ideia de empreender acabar pendendo para o modelo de negócio pronto e formatado das franquias? Por um lado, ele terá apoio de um franqueador que já testou o negócio, que sabe o que funciona e o que dá errado. Por outro lado, ele fica limitado ao uso da marca franqueada e não tem liberdade para fazer as coisas do seu jeito. Pesquisar é o segredo.

 

 “É importante que a pessoa se apoie no tempo de experiência e na análise financeira do negócio. O quanto de giro, quanto vai custar o estoque, ponto, marketing, etc. Lembrando que o pró labore é o salário do dono, mas não o enriquecimento do dono. E assim por diante. Então muito cuidado com as franquias. Franquias mais tradicionais com muita disponibilidade de trabalho e bastante conhecimento e treinamento podem levar ao sucesso mais que as franquias sem experiência de mercado”, orienta.

 

Para Luiz Fernando é importante também pensar na possibilidade de ter sócios em seu negócio, não por identificação, mas por competências complementares. E sócios para o negócio precisam ter dinheiro para investir, experiência no trabalho, ou competências diárias que você não possui.

 

Sonho meu...

 

"Nunca desista de seus sonhos." A premissa é verdadeira para muitos, mas precisa estar  com os pés no chão para não virar um pesadelo. Luiz Fernando diz que os sonhos devem ser acompanhados pelos anjos chamados números. “Lembre-se: uma visão sem ação é um passatempo. Uma ação sem visão é um gasto de energia. Uma visão com ação é algo que realmente pode modificar e efetivar operações”, finaliza.

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