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15/10/2014 - 15h05

Faça o que você ama: a felicidade no trabalho existe!

Da redação Emprego Certo

“Tristeza não tem fim, felicidade sim” – quem conhece esse refrão famoso pode pensar que essa tal felicidade não dura muito e talvez nem exista. E quando levamos isso ao mercado de trabalho é que vão dizer que não tem como ser feliz trabalhando. Mas quem estaria com a razão?

 

Alguns autores defendem a tese de que a felicidade no trabalho existe, sim. E ela estaria apenas esperando a combinação certa de fatores para mostrar a sua cara, para apresentar ao mundo aquela alegria que a caracteriza e a faz ser tão cobiçada e por tanta gente. Para entender melhor sobre o assunto, fomos falar com um especialista no tema, o jornalista e escritor do livro “Felicidade SA", Alexandre Teixeira. 

 

A felicidade no trabalho existe mesmo?

 

“Existe! Eu sempre fui feliz no trabalho, tirando vários momentos de crise profissional, em geral causados por algum tipo de crise na empresa onde eu trabalhava, eu fui feliz a minha carreira inteira. E sou feliz fazendo o que eu faço hoje.”, responde ele. Alexandre está afastado da redação, sem habitat familiar há três anos, mas garante que em seus 20 anos de carreira foi feliz.

 

Muita gente é feliz no trabalho e parece haver um consenso de que metade das pessoas se diz feliz enquanto a outra metade se diz infeliz. Agora, como diria outro refrão famoso “é impossível ser feliz sozinho...”. Não depende apenas do profissional, assim como não depende apenas da empresa. “Eu acho que é uma combinação das duas. É meio ingênuo a gente acreditar que pode terceirizar a nossa busca por felicidade no trabalho. Eu não compro a ideia de que se a gente for trabalhar na empresa certa a gente vai ficar feliz. Eu não acho que uma empresa por melhor que seja é capaz de magicamente deixar os seus funcionários felizes”, explica.

 

A busca pela felicidade também deve partir do individuo, é algo pessoal. Ele precisar desenvolver sua aptidão, seus talentos naturais, além de oferecer uma atitude positiva em relação ao trabalho e tentar tirar prazer dessa atividade. E por parte das empresas, estas podem ou não se dedicar, no mínimo, a criar ambientes que estimulem essa busca.

 

 

 “Faça aquilo que gosta e não terá de trabalhar um único dia na sua vida”

 

Parece fácil, lugar comum, mas como entender e ter certeza do que você gosta de fazer? Para Alexandre, é bem difícil compreender o trabalho que realmente ama fazer. “A maior parte das pessoas não sabe. Ao longo da nossa vida estudantil não somos preparados para nos autoquestionar e começar desde cedo a descobrir o que temos prazer de fazer. Desde que entramos na escola somos treinados para passar de ano e seguir adiante. Tirar boas notas, passar no vestibular, conseguir um bom emprego, etc”. Aparentemente não há nada de errado no processo todo, mas ele acaba deixando pouco tempo e gerando poucos estímulos ou questionamento sobre o que gostamos de fazer.

 

E o passo mais curto ou o mais comprido para chegar a tais conclusões está embasado em nosso autoconhecimento, que nos levará ao nosso autodesenvolvimento. Este é o principal conselho que Alexandre consegue passar para frente – apesar de duvidar muito dos 7 passos ou 12 lições para qualquer coisa. O que funciona para uma pessoa, pode não funcionar da mesma maneira para o próximo. A busca é individual e intransferível, segundo ele. “A coisa mais importante para desenvolver se queremos ser mais felizes em qualquer âmbito da vida é o autoconhecimento”.

 

 

Money, Money, Money, Money...

 

A corrida dos ratos, como é conhecida a nossa rotina de trabalho, acaba oferecendo, em muitos casos, apenas uma recompensa financeira. O resultado pontual pode ofuscar boas oportunidades de mudar sua trajetória e de enfrentar novos desafios para ser feliz no trabalho. “O dinheiro é uma visão limitada das recompensas que o trabalho pode te oferecer. Pode fazer algum sentido no caso de pessoas que estão correndo atrás de um mínimo de conforto. Se você já superou essa condição, continuar trabalhando apenas pelo dinheiro é uma visão limitada”.

 

O conceito de recompensas sociais vai além do dinheiro e soma tudo aquilo que recebemos pelo nosso trabalho, em especial, quando tem a ver com os nossos relacionamentos com as pessoas do trabalho. Essas recompensas vão mudando ao longo da vida, mas raramente são financeiras. O aprendizado, um de nossos bens mais preciosos, é uma recompensa social chave quando estamos começando a nossa carreira. Alexandre salienta que dinheiro sempre será uma recompensa importante, mas somaria a ele a busca pelo poder de ter mais autonomia para fazer o trabalho do jeito que acharmos mais eficiente, querer ser um chefe, etc.

 

 

O livro Felicidade SA

 

Alexandre conta que para escrever o livro pegou alguns temas que eu já escrevia na revista em que trabalhava e aprofundou-se em pesquisas e entrevistas ao longo desses temas, que são coisas como: estilos de liderança, culturas empresariais, remuneração, etc.

  

“A grande sacada que eu tive foi colocar esses temas embaixo de um mesmo guarda-chuva, que é essa busca pela felicidade no trabalho”, comenta. Apesar de tudo, Alexandre conta que escrever um livro é uma atividade supersolitária e não foi feliz durante esse novo processo. “Eu passei a minha vida adulta inteira dentro de redação e foi sempre muito intenso. Quando saí desse ambiente para escrever um livro me deparei com uma situação absolutamente solitária...”.  Porém a publicação do livro começou a abrir portas para ele, trazendo um mundo de novas possibilidades. Sua percepção do quanto era feliz trabalhando em redação também ficou mais clara com o livro e apontou para uma realidade de que não pode afirmar ser mais feliz hoje do que quando trabalhava na revista.

 

O livro está disponível na Internet no link: http://www.felicidadesa.com/o-livro

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